08/09/2010

Bar Trobadores em Lisboa

Abriu em Lisboa um espaço diferente, a titulo de exemplo cerveja não se chama cerveja, mas sim "pão liquido", era assim que no antigamente era conhecido sendo servido em canecas de barro ou em cornos, tal e qual como manda a tradição. Para os interessados, o bar fica na Baixa de Lisboa, mais precisamente na Rua de São Julião.

A decoração é feita á moda da época, mostrando como se vivia na altura.



É um espaço diferente que vale a pena visitar.

07/09/2010

Jerónimo Camarada..... Vamos comer uma Feijoada.......

 Nada mais indicado do que uma boa feijoada, para equilibrar os 3 dias de folia na festa do Avante......... Foi a 34º edição da festa do Avante. uns morrem para a festa, outros nascem para ela, pois os anos passam e a juventude cada vez é em maior numero. Sinal que não é a "nova onda" de concertos patrocinado pelas grandes marcas que retira pessoas ao Avante. Pois quando o dinheiro escasseia há que fazer opções.Para encerrar o Avante, manda a tradição que acha discurso, feito como pelo secretário geral do partido Jerónimo de Sousa.

 Do discurso do camarada Jerónimo destaca-se os seguintes pontos:

  • Aumento do numero de militantes, mais 1200. Eu, só espero que não seja como nos Clubes. É militante mas não pagante, Ou a tradicional resposta sou do Benfica porque o meu pai é do Benfica, transformada aqui em "Sou comunista porque o meu pai também o é.....", mas contam para a estatística, e isso é que é importante.
  • O Partido Socialista e o Partido Social-Democrata têm uma aliança escondida...??? fiquei na duvida se  um com o outro, ou se com partidos diferentes? se sim, então mas o PS quando alterou e aprovou os casamentos entre pessoas do mesmo sexo, não se lembrou dos partidos. Tinham aproveitado e podia ter proposto também casamentos entre partidos....... esqueceram-se..... só pode.... 
  • Propõe ainda aumento do salário mínimo nacional para "600 euros até 2013. Ora se é até 2013, e como os salário mínimo é alterado no principio de cada ano. Significaria (caso isso acontece-se) que no final de 2012 já se podia esfregar as mãos de contentamento.Seria óptimo que isso acontece-se, mas também confesso prefiro que baixem o numero de desempregados, do que aumentar o salário a quem já o tem. 
  • taxa de IRC de 25% para empresas com lucros superiores a 50 Milhões de Euros..?? Nos tempos que correm estas empresas são cada vez menos, camarada Jerónimo. Em vez de uma taxa desta natureza, porque não propor a obrigatoriedade de um numero mínimo de empregados. Recebendo assim mais taxas de IRS, mais Seg. social ( 11% do trabalhador + 23,75% da empresa) dos Trabalhadores. Se tem dinheiro que invista nos trabalhadores, Se o pais já é pequeno para a empresa então é sinal que chegou a altura de a empresa Exportar. passando a contribuir para a Balança Externa do pais. O que não falta neste pais são empresas a "tornear" o sistema fiscal Português. Estima-se que a economia paralela vai em 20% ( mas acredito que seja muito mais).
  • Não houve foi grandes referências á Educação, á Justiça e ao Sistema de Saúde que se tem neste momento em Portugal. 
    • Educação : Já não bastava o preço que a educação custa por ano (cerca de 400€ para quem anda no secundário), quanto mais, ter ainda de convencer uma criança a estudar, e não pensar no facto de que se chumbar que aos 16 anos chega na mesma onde os outros estão.
    • Justiça - que justiça há quando se leva 8 anos a decidir a vida de "N" pessoas..... testemunhas e acusados.... quando o Bastonário da Ordem dos Advogados vem a publico dizer ( alerta melhor dizendo) que o caso vai acabar por prescrever.
    • Saúde - Se leva-se ao "colo" os alunos até ao 12º ano, então se hoje a falta de médicos, no futuro nem se fala, pois com a lei do facilitismo instalada no sistema de ensino, qualquer dia acaba-se a escola sem se saber ler nem escrever.
Quanto ao camarada Jerónimo.............. quando quiser vamos a essa dita Feijoada.....

31/08/2010

Ensino Superior para quê? São as Ordens que decidem tudo.???

 Anda uma pessoa a estudar durante 3 anos (senão não chumbar ano nenhum claro), ter que passar com aproveitamento 30 cadeiras (cerca de 10 disciplinas por ano) para obter o grau académico de licenciatura numa área.  Para depois ficar a mercê de uma Ordem. Isto é, em certos casos se quisermos exercer a profissão pela qual obtivemos o grau académico, ficamos a mercê de um exame efectuado pela Ordem que regula a  profissão.
 É a Ordem (por ex:  a OTOC - Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas) que através do exame decide se a pessoa está apta ou não para exercer a profissão. Então e os 3 anos de estudo no Ensino Superior servem para que? Estudar e passar a 30 disciplinas para quê? De que serve tirar uma Licenciatura desta natureza então?
 Fico sem saber se é mais importante o Ministério do Ensino Superior ou se as designadas Ordens.
 Se o Ministério do Ensino Superior autoriza e reconhece os cursos dados nos Institutos e nas Faculdades (indício de que os planos dos cursos e seus conteúdos programáticos são reconhecidos), porque vem a OTOC dizer que não pode exercer a profissão, mesmo apôs concluir um plano de estudos reconhecido pelo Governo através do Ministério do Ensino Superior.
 As ordens, na minha modesta opinião, deviam meramente de existir para organizar e gerir as pessoas que se dedicam á profissão para a qual estudaram e que para a qual obtiveram grau académico para tal. A Ordem não deviam de impedir alguém, que segundo o Ministério do Ensino Superior, já está habilitado para exercer a profissão, pois está habilitado de grau académico para tal. Concordo sim, com a obrigatoriedade de estágio na área (mesmo que licenciado), para quem não tenha experiência profissional, mas não concordo com o exame que a Ordem obriga a fazer.
 O mesmo se passa com outras Ordens, nalguns casos até bem mais grave, como é por exemplo a Ordem dos Engenheiros que não reconhece grande parte das licenciaturas de engenharia tiradas nos Institutos Politécnicos.
 Neste caso, das duas uma, ou o Ministério anula o reconhecimento atribuído a esses cursos ou então a ordem que os reconheça também como engenheiros. Manter a situação actual, demonstra desgoverno total. O Estado em vez de investir na Educação, anda é mais uma vez a gastar dinheiro.
Pois são "N" os licenciados que estão nestas condições. Não se podendo apresentar como alternativa ao mercado de trabalho para o qual estudaram.


Conclusão:
 O Estado gasta a educar, para depois virem as Ordem dizer que os cursos académicos de nada servem.
 Licenciados no desemprego por estarem impedidos de exercer a profissão para a qual estudaram. Com casa e carro para pagar, contribuindo desnecessariamente para o crédito mal parado.Pois não podem trabalhar por conta própria, já que a ordem não os reconhece, logo não podem assinar e responsabilizar-se pelo trabalho.
 Outros num balcão de um pastelaria ou de uma sapataria, visto que o seu esforço de estudo é reconhecido pelo Ministério do Ensino Superior, (entidade máxima do Estado neste campo) mas que não é reconhecido pela Ordem.
 Esta alteração, de um licenciado poder exercer a sua profissão sem ir a exame, estimularia a economia, lutaria contra a desemprego,  diminuiria o crédito mal parado, provocaria igualdade entre os licenciados da mesma área e alteraria a maneira como se olha para os valores gastos na educação. Sim neste momento são gastos, não investimentos.

Licenciatura de que serve então ??? A Ordem é que manda.